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domingo, 21 de março de 2010

Ilustres

Em um momento de volta de um dia de trabalho, já no quarteirão de casa, em frente à sala de cinema, até então Cine iG, lembro de ter visto 3 pessoas encontrando-se. Foi questão de segundos, poucos. Pouco vi, pouco ouvi, mas muito desenvolvi em meus floreios. E aqui trago o que leio e releio e encontro o mais belo dos textos que já pude fazer, imagino eu.

Olha só para esses três, na calçada!
Conversam porque se esbarraram.
Lembraram-se uns dos outros por terem estudado juntos!
Talvez na faculdade. Não sei, não conheço.
Perguntam de outras pessoas.
Talvez as procurem aqui, no Orkut, quando chegarem em casa.
Talvez esqueçam-se, relembrando-se apenas no próximo esbarrão.
Isso me parece uma cena tão cotidiana!
Eu mesma me vejo nela a todo instante nos quais esbarro com alguém, que me dê satisfação e boas recordações...
Eu olhei para o trio ali, conversando,
Olhei porque passei, sem querer olhei e escutei,
Os olhos desviei, mas involuntarimente aquele segundo me fez pensar

Que,

As pessoas se esbarram porque se conhecem
Algumas pessoas se esbarram porque se conhecem
Se reconhecem e se esbarram
Se esbarrassem, sem conhecerem-se talvez nem se olhariam
Talvez olhariam se não conhecessem
Algumas se conhecem e fazem não conhecer
Outras pessoas te conhecem sem te deixar saber, pois te olham e você não vê
Ou porque olham com olhos de não querer ser visto
Algumas pessoas não te conhecem, mas quereriam se esbarrassem
Algumas pessoas acham que teconhecem
E algumas conhecem, de fato

E eu mesma não me conheço
E, apesar disso, conheço a mim mais do que a você
Conheço-me mais do que você a mim
Mas talvez desconheçamos o que um conheça do outro, sem a mútua consciência
E esse é um mistério que talvez nem uma boa conversa esclareça!
Mas conversar ainda é o melhor remédio.
Aos que se calam, remediado está,
Ainda que mera anestesia,
Que não cura, só alivia.

Sheyna Adamo Attar

:) Vamos lá a mais uma jornada...quem sabe trago novas histórias da vivência no trem??

bjs

sexta-feira, 19 de março de 2010

Renovação e Piuíi...

Hoje começou uma etapa de RENOVAÇÃO.

Como eu sei? Meus ânimos estavam mais suportáveis.

Sai aquela sensação de peso, arrastar-se, entra ou melhor, volta a aceleração das idéias. Idéias à mil, correndo à solta aqui dentro.

Pq piuí?? No título?

Ah! Porque para vir trabalhar eu pego o trem na Marginal Pinheiros, ando apenas 4 estação e, se em outros cantos ele não é um meio lá muito agradável, nossa, como é gostoso, ou melhor, quão mais suportável é andar nele do que by Bus. Só de atravessar a ligação da calçada até a plataforma, e ver o 'mar vermelho', já sinto o alívio em pensar 'Thanks God! Puxa, dessa eu escapei!". Claro que nem tudo é perfeito, então sentir o odor à margem do fétido rio não é lá 'auspicioso'. Mas quem está no carro também sente, e no trem você passa alguns minutos sem sentir. Embora no abrir e fechar das portas você não escape.

Mas neste meio de transporte eu venho me divertindo também pois, já peguei erros de português e redundância, dentre os avisos, alertas que eles sonorizam, para quebrar o silêncio interno.

Aliás, quanto a isso, no 1º dia em que voltei a usar este transporte, mais freqüentemente, percebi que uns 8 entre 10, ao meu redor, tinham fones de ouvido. É a maneira mais gritante, embora silenciosa, de dizer: DO NOT DISTURB! (I don't wanna look or hear nothing about you!)

A graça de hoje foi levar um susto quando o locutor vem com a mensagem:

É PROIBÍDO O USO DE APARELHOS SONOROS EM VOLUME QUE POSSA CAUSAR DESCONFORTO AOS DEMAIS USUÁRIOS!

Só que o alerta veio em volume GRITAAANTEE, e irritante!

Fora que eu percebi que qualquer dia posso ir presa, já que sou praticamente um aparelho sonoro ambulante, e eclético. O conteúdo da minha programação vai de acordo com meu ânimo, de lírico (Anytime, Anywhere - Sarah Brightmann), Oswaldo Montenegro, Caetano, Emerson Nogueira... e aí vai. Claro que influências como ouvir alguém cantar um breganejo, ou músicas cheirando a mofo, podem existir, e aí eu me vingo no alheio! kkk

E fechando o sentido renovação da coisa, minha mente está tentando implantar, colocar em prática, colocar para fora, idéias até então contidas no meu eu. Assim como a tentativa de libertar os meus medos. E isso pode causar um medo ainda maior, em mim e em você. kk

Cuidado! Pisciana em ebulição, dando tchau pro maldito Inferno Astral!

See you! Vocês, não o Inferno Astral! kkk

sábado, 13 de março de 2010

Interrompemos, de novo, a programação

Pensando bem, um Fantástico Mundo tem várias coisas acontecendo, em conjunto, paralelo, sei lá o ângulo de ocorrência...

Mas pensei cá comigo que a vida é um grande jogo da memória, com peças infinitas.

Para ganhar depende da sua habilidade de manter o pensamento alinhado ao que pensou, de fato, ou deixar-se levar por outras lembranças que sua memória é capaz de trazer.

É como ler um livro, parar, olhar pro horizonte, viajar no tempo, voltar e dizer: "Puxa, onde parei, mesmo?!"

Follow Me @sheyna_aa

sexta-feira, 12 de março de 2010

Interrompemos a programação para...

Bom dia Bloguinho... não o divulgo, não o atualizo sempre, não atraio muitos leitores, mas tem sido bom vir aqui escrever. Haja visto que sempre gostei de fazer isso e, particularmente, com certa propriedade.

Mas o engraçado é que, atualmente, ando escrevendo mesmo sem caneta, papel, lápis. Utilizo recursos abstratos para escrever uma história... como um trem que quando tem de passar, passa, não pára para esperar alguém passar por ele, minhas idéias quando surgem vêm e não consigo e nem tento bloqueá-las. Piuíi...

Simplesmente, olho para alguém, penso em alguma coisa engraçada e começo a pensar em toooda uma história.

Hoje montei uma que dá para um bom livro, ou melhor, filme.

É sobre a Gina e Jimmy. Uma mulher, na fase começando a ser mulher e um carinha, que ainda não se encontra em posição de homem, honrado, com caracterísitcas visíveis de adolescente, já saindo da fase de ser de fato. Ela, competente e experiente. Ele, começando a somar sua bagagem. Ele sente ciúmes, inveja da capacidade que ela exala. Ela não se deixa abater. Muita responsabilidade, dedicação, a levam a graves problemas de saúde e um afastamento. Ele tem a oportunidade de ocupar o seu lugar. Ela, com a gerência prometida. Ele, abaixo dela, hierarquicamente, tem a oportunidade de ultrapassá-la. Ela se afasta, viaja, soma ainda mais cultura e peso a sua bagagem. Ele batalha, se esforça para gerar bons resultados, e consegue, à medida do possível, do desenvolvimento. Ela retorna, ele se sente ameaçado. Ela recebe proposta de cargo ainda mais importante, e ele quase explode. Mas ela aceita proposta independente, e sai do caminho dele, mas ele ainda sente inveja do posto que ela ocupa, e de sua competência tão admirada. Ela, com toda a responsabilidade de mulher moderna, não olha para os lados, não se permite envolver, diz que não há tempo para as tolices que as paixonites inventam para nossas vidas. Mas um dia, ela é surpreendida pelo destino. Recebe flores anônimas, de alguém tão inteligente quanto ela. Vê-se pela escolha das flores, caligrafia e conteúdo do cartão. "Você é linda, mas tem uma muralha ou alarme que se dispara quando alguém se aproxima. Como uma obra de arte num grande e famoso museu. Ajuda-me a decifrar o seu Código Da Vinci."
Ela se espanta, como ousa alguém a invadir minha paz, minha solidão, deixar tantas perguntas e conflitos em meus pensamentos? Quem é esta pessoa? Pessoa esta que se aproxima, dá um leve toque, afinal é um gentleman, e não do povo, que dá aqueles cutucões que ninguém gosta de receber. "Moça, estou com pressa, afinal amanhã tenho um dia cheio. Mas não pude embora sem identificar-me, afinal, quem escolhe e presenteia com flores tão belas como estas, não pode se esconder atrás de um muro. Mas é só isso. Se estiver disposta a ajudar-me, tens aqui o meu cartão. Se não tiver coragem de telefonar, com medo de ouvir a minha voz, pode me escrever. Ou pode sumir também. Como queira. Só não jogue as flores no lixo, se ficar com raiva de minha ousadia, repasse a alguém, certamente qualquer outra mulher gostaria de ser o alvo de algo tão belo.". E foi embora. Ela, estática, nenhum movimento, nenhuma palavra, até emitir: 'uma dose de whisky, por favor. Aliás, uma não, duas!".

Parei por aí, não planejei o fim desta história, ela veio somente até aí. Se ela entra em contato com ele ou não, eu não sei. Mas sei que o Jimmy tem de surgir em algum momento desta história. E ele não sabe escolher flores e palavras tão elegantes quanto ao cavalheiro.