Em um momento de volta de um dia de trabalho, já no quarteirão de casa, em frente à sala de cinema, até então Cine iG, lembro de ter visto 3 pessoas encontrando-se. Foi questão de segundos, poucos. Pouco vi, pouco ouvi, mas muito desenvolvi em meus floreios. E aqui trago o que leio e releio e encontro o mais belo dos textos que já pude fazer, imagino eu.
Olha só para esses três, na calçada!
Conversam porque se esbarraram.
Lembraram-se uns dos outros por terem estudado juntos!
Talvez na faculdade. Não sei, não conheço.
Perguntam de outras pessoas.
Talvez as procurem aqui, no Orkut, quando chegarem em casa.
Talvez esqueçam-se, relembrando-se apenas no próximo esbarrão.
Isso me parece uma cena tão cotidiana!
Eu mesma me vejo nela a todo instante nos quais esbarro com alguém, que me dê satisfação e boas recordações...
Eu olhei para o trio ali, conversando,
Olhei porque passei, sem querer olhei e escutei,
Os olhos desviei, mas involuntarimente aquele segundo me fez pensar
Que,
As pessoas se esbarram porque se conhecem
Algumas pessoas se esbarram porque se conhecem
Se reconhecem e se esbarram
Se esbarrassem, sem conhecerem-se talvez nem se olhariam
Talvez olhariam se não conhecessem
Algumas se conhecem e fazem não conhecer
Outras pessoas te conhecem sem te deixar saber, pois te olham e você não vê
Ou porque olham com olhos de não querer ser visto
Algumas pessoas não te conhecem, mas quereriam se esbarrassem
Algumas pessoas acham que teconhecem
E algumas conhecem, de fato
E eu mesma não me conheço
E, apesar disso, conheço a mim mais do que a você
Conheço-me mais do que você a mim
Mas talvez desconheçamos o que um conheça do outro, sem a mútua consciência
E esse é um mistério que talvez nem uma boa conversa esclareça!
Mas conversar ainda é o melhor remédio.
Aos que se calam, remediado está,
Ainda que mera anestesia,
Que não cura, só alivia.
Sheyna Adamo Attar
:) Vamos lá a mais uma jornada...quem sabe trago novas histórias da vivência no trem??
bjs